sábado, 20 de junho de 2009

Já dizia Lennon...


Que diferença faz se a noite não tem estrelas
Sem você tudo não passa de um tanto faz
O telefone toca e penso que é você

Um beijo de novela na tevê
Um filme sem cor passa pela minha cabeça

A saudade impede que eu te esqueça...

Pieguice não é muito o meu forte mas o povo gosta dessa coisa de "amor, I love you", então pensei: por que não postar algo mais meloso, algo mais romântico, quem sabe esses versos não podem ajudar algumas pessoas? Idéia até que é boa, vai dizer que não? Mas o importante de tudo é não acreditar nessa famigerada idéia de "metade da laranja", ou então "tampa da panela", enfim. Um cara muito supimpa um dia escreveu o seguinte:

"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo(...)Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém".

(John Lennon)

-Marcos Paulo-

sábado, 13 de junho de 2009

Previsão: tempo nublado


Dia cinzento, as nuvens escondendo o brilho do sol, é dia de sair por aí chutando latas e bolar grandes planos para ganhar dinheiro ou então para conquistar aquele alguém. Mão no bolso e aquela cara de cão desamparado para ver se tropeça em algum estilhaço de um sonho perdido. Sentir o vento gelado trazendo boas novas de lugar nenhum. Chupar drope de hortelã e ouvir o silêncio das ruas. Chegar em casa com a intenção voltada ao nada, deixar o tênis largado pelo corredor e se jogar em queda-livre na cama. Respirar fundo para depois ir até a cozinha e preparar um chocolate quente. Colocar uma música própria para dia nublado, quiçá um jazz, e por que não um rock'n'roll? Existe música própria para dia nublado? Deixa pra lá! Chorar por dentro pelo passado, fotografias e memórias. Olhar pela janela e se sentir em Londres, mesmo nunca ter pisado lá. Imaginar, criar asas e tentar chegar ao sol atrás das nuvens, mas a cera começa a derreter e você acaba caindo no duro chão da realidade. O relógio desperta e a previsão acertou, hoje é sol.

-Marcos Paulo-

sábado, 6 de junho de 2009

Chegar lá


Nesta última quinta-feira estava matando meu cérebro, isto é, assistindo televisão. Porém, como ela é uma caixinha de surpresa, quer dizer, com esse avanço ligeiro da tecnologia, hoje seria uma LCD de surpresa, uma propaganda sacudiu meus neurônios. A propaganda era simples, um repórter saía pelas ruas perguntando, principalmente à massa jovem, o seguinte: "o que é chegar lá"?
Logo me questionei: "o que é chegar lá"? Lá, aonde?
Tentei dar um passo gigantesco até o futuro para descobrir onde seria esse "lá", mas acho que nada está certo. Falando em nada está certo, lembrei-me de uma frase: "tem o certo, o errado, e tem todo o resto".
Enquanto não chego lá, escrevo bobagens, ou quem sabe até mesmo verdades inventadas.

E aquele garoto que iria mudar o mundo?

-Marcos Paulo-

domingo, 24 de maio de 2009

Gossip


Joana escreveu uma redação
Joana, uma criança
Joana, uma filha

Garota maltrapilha
Culpa da mãe, talvez...

E quanto a redação?(pergunto a vocês)

Joana queria um minuto
Só um minuto da mãe
Mas ela disse que não

Como assim?(ponto de indignação)
Era só um minuto!

Um momento curto

Joana na janela
Sua mãe no portão
Joana chorou sozinha

Sua mãe dando atenção à vizinha
Pequenas coisas da vida alheia

Que mãe feia!

Essa foi um pouco da história que Joana contou em sua redação. Inventada? Quem sabe...
(seria bom ^^)

-Marcos Paulo-

terça-feira, 5 de maio de 2009

Vida estúpida?


Um garoto estava folheando uma dessas revistas científicas que aborda a possível existência de vida inteligente fora da Terra. Não estaríamos sós no universo? Tal matéria não despertou muito interesse no garoto. Então trocou de revista, esta tratava dos assuntos voltados à ecologia, então ele leu: " a cada minuto, uma área equivalente a oito campos de futebol é devastada na Amazônia". Logo ele pensou: "bom, se existe vida fora daqui não sei, mas que existe vida estúpida aqui, isso tem".

"Às vezes eu penso que o sinal mais forte da existência de vida inteligente em outra parte do universo, é que eles nunca entraram em contato conosco." (Calvin)

-Marcos Paulo-

Oficina da Mente, 2 anos!!!