quarta-feira, 30 de maio de 2007

Um dia comum


Sabe aqueles dias sem graça?
Um dia qualquer de monotonia
Sempre os mesmos velhos na praça

Sabe quando você fica na janela?
Esperando alguma coisa acontecer
Alguma conversa de sentinela
Só para o tempo correr?

Esses são os melhores dias
Nada acontece e fica na preguiça
Sem nenhum a gritar que é o Messias

Amar com o coração
Contemplar o nada
Pouco importa a televisão
Nesse dia de água parada

-Tico-

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Amigo


Amigo é aquele,
Que te oferece abrigo,
No calor dos seus braços,
Nas horas de mais perigo.

É aquele que faz de tudo,
Pra você sorrir,
E quando está de mal com o mundo,
Te convida pra sair.

Aquele que a qualquer hora,
Está la para ajudar,
E sem demora,
Tem uma palavra para confortar.

É aquele que você não compra,
E sim conquista,
Alguém que você ama,
Muitas vezes a primeira vista.

- Bruno -

quarta-feira, 23 de maio de 2007

O Circo


Respeitável público!
Agora nesse picadeiro
Nesse comboio único
Vamos a algum paradeiro

Lá vem o palhaço
Fingindo ser o amor
Procurando algum estilhaço
Algum caco de pudor

Olha o leão
Com sua força ele faz
Na pata de sua razão
Tentar prender a paz

No ar o trapezista
Tentando achar a esperança
Em meio a aplausos da visita
O verde ofusca e some na lembrança

O circo vai se fechando
Obrigado pela atenção
Olhe por onde está andando
Você poderá estar pisando em um coração

-Tico-

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Pérola Negra

Por que eles me olham torto?
Sou da mesma raça
Para eles eu devia estar morto
Já que só nas piadas tenho graça

Por que tem que ser assim?
Sou da mesma raça
Eles têm nojo de mim

Por que eu sou tão diferente?
Sou da mesma raça
Eles acham que sou indigente
Sou animal de caça

Por que tudo parece tão complicado?
Sou da mesma raça
Eles acham que sou mal educado

Por que isso acontece Deus?
Sou da mesma raça
E eles só vêem defeitos meus
Será que nunca passa?

Sou da mesma raça
Da mesma raça...
-Tico-

sábado, 19 de maio de 2007

Chuva

A chuva que trouxe o amor,
É a mesma que leva a dor,
Das mágoas de amargo sabor,
Que antes me trazia o rancor.

O vento não pode apagar,
E muito menos curar,
Feridas a cicatrizar,
Que demoram a se fechar.

O calor traz tranqüilidade,
Mas não diminui a ansiedade,
De uma vida sem vontade,
E criatividade.

As águas podem purificar,
Mas não saciar,
As impurezas do ar,
Que insistem em sufocar.

Mas a chuva sim,
Traz a liberdade pra mim,
Como o perfume de jasmin,
Sinto a eterna felicidade assim.

- Bruno -